terça-feira, 8 de janeiro de 2013

PSICOPEDAGOGIA


1. O que é a psicopedagogia?

A Psicopedagogia estuda o processo de aprendizagem e suas dificuldades, tendo, portanto, um caráter preventivo e terapêutico. Preventivamente deve atuar não só no âmbito escolar, mas alcançar a família e a comunidade, esclarecendo sobre as diferentes etapas do desenvolvimento, para que possam compreender e entender suas características evitando assim cobranças de atitudes ou pensamentos que não são próprios da idade. Terapeuticamente a psicopedagogia deve identificar, analisar, planejar, intervir através das etapas de diagnóstico e tratamento.

2. Quem são os psicopedagogos?

São profissionais preparados para atender crianças ou adolescentes com problemas de aprendizagem, atuando na sua prevenção, diagnóstico e tratamento clínico ou institucional.

3. Onde atuam?

O psicopedagogo poderá atuar em escolas e empresas (psicopedagogia institucional), na clínica (psicopedagogia clínica).

Simaia Sampaio

DIFICULDADES  e TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM
Origem dos estudos das dificuldades de aprendizagem
       Explicação articulada na confluência de duas vertentes: a das ciências biológicas e da medicina e da psicologia e da pedagogia.
       Ainda hoje, verifica-se uma certa ambigüidade imposta por esta dupla origem,  nos discursos sobre problemas de aprendizagem.
O QUE É DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM?
      “a dificuldade de aprendizagem é uma situação momentânea na vida do aluno, que não consegue caminhar em seus processos escolares, dentro do currículo esperado pela escola, acarretando comprometimento em termos de aproveitamento e/ou avaliação”(Hashimoto, 1977,105)
Qual a área que mais estuda as dificuldades de aprendizagem?
      Psicopedagogia
      SCOZ(1992,p.2) define a psicopedagogia: “como a área que estuda e lida com o processo e suas dificuldades e que, numa ação profissional deve englobar vários campos do conhecimento, integrando-os e sintetizando-os”.
      Constitui-se, portanto, num campo conceitual interdisciplinar, pois utiliza-se de vários campos como a psicologia, a pedagogia, a neurologia, a lingüística, entre outros. Essa construção interdisciplinar busca as inter-relações entre os campos do conhecimento como forma de entender e intervir nos processos de aprendizagem dos sujeitos.
      BOSSA (1994,p.8):
      “a psicopedagogia vem construindo seu campo teórico na articulação da psicanálise e psicologia genética. Articulação que fica evidente quando se trata de observar os problemas de aprendizagem, pilar da teoria psicopedagogica. Assim como Freud parte da patologia, o estudo da histeria, e constrói a teoria psicanalítica, os psicopeagogos tem construído sua teoria a partir do estudo dos problemas da aprendizagem. E a clínica tem se constituído em eficiente laboratório da teoria.”
DEFINIÇÃO – DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM –
SEGUNDO NJCLD (National Joint Committe on Learning Disabilities – 1988) EUA (oito organizações que discutem nos EUA )
      GARCIA (1995) in FICHTNER (1997, p.356):
   “Dificuldades de aprendizagem é um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de transtornos que se manifestam por dificuldades significativas na aquisição e uso da audição, fala, leitura, escrita, raciocínio ou habilidades matemáticas. Tais transtornos são íntrinsecos ao indivíduo, supondo-se devido à disfunção do sistema nervoso central e podem ocorrer ao longo do ciclo vital (...)”
Para entender o processo de aprender a psicopedagia investiga:
      O sujeito incluído num contexto biopsicossocial;
      Então desta forma: a dificuldade de  aprendizagem não está necessariamente no sujeito, mas no sujeito, mas na dinâmica das relações entre esse, que dispõe de “corpo, organismo, inteligência e desejo”(Fernandez, 1991,p.47) e o meio em que está inserido (família, escola e/ou contexto social”.
Sujeito aprendente
      A aprendizagem ocorre na interação entre o aprendente e o ensinante e estes influenciados pelo contexto social.


TRÊS FORMAS NA MANIFESTAÇÃO INDIVIDUAL DO PROBLEMA DE APRENDIZAGEM:
       sintoma: expressa a dificuldade do aprender através dos desejos inconscientes.É um sinal com significação simbólica. Tem haver com o deslocamento, transformação, condensação.
       inibição cognitiva: tem haver com o evitar o pensamento. É mais difícil de abordar do que o sintoma. Também associado a aspectos inconscientes.  Aparecem em menor escala nas crianças.
       formação reativa: problemas causados pela instituição sócio-educativa.
       Problemas de formação reativa; questões ligadas à metodologia do ensino, à avaliação, à dosagem de informações, à estruturação de turmas, à organização geral, etc.  que  interferem no processo ensino-aprendizagem. Ficam dimuinidas as condições externas de acesso do aluno ao conhecimento via escola.
QUADRO COMPARATIVO:dificuldade escolar, problema e distúrbio
Profissional
Competência
Atuação
Medidas
Médico
Distúrbio/transtorno/deficiência
(doença)
Consultório
Exames Clínicos
Medicação
Especialista
(fonoaudiólogo, psicólogo ou psicopedagogo)
Problema/transtorno/deficiência
(diagnóstico específico)
Consultório
Terapias específicas
Professor e orientador educacional
Dificuldade de aprendizagem
Escola
Metodologias, estratégicas, recuperação do aluno
Professor capacitado – perfil de pedagogo com educação especial
Deficiência
SIR – Salas de integração e recursos
Apoio ao aluno e escola na parte pedagógica da aprendizagem

Transtornos
       Os transtornos  da aprendizagem compreendem uma inabilidade específica, como da leitura, escrita ou matemática, em indivíduos que apresentam resultados significativamente abaixo do esperado para o seu nível de desenvolvimento, escolaridade e capacidade intelectual.
Três  tipos de transtornos conforme CID10 e DSM-IV
       Transtorno da leitura: é caracterizado por uma dificuldade específica em compreender palavras escritas.
       Transtorno da matemática: dificuldade da criança associar as habilidades matemáticas básicas com o mundo que a cerca.
Transtorno da expressão escrita: refere-se  à ortografia ou caligrafia bem como outras atividades relacionadas a escrita

OUTROS TRANSTORNOS
       Dislalia ( dificuldades de fala)
       Disgrafia (dificuldade na escrita)
       Dislexia (dificuldades na leitura)
       Discalculia (dificuldades na matemática)
       Atenção e/ou hiperatividade (TDAH)
Papel do orientador/supervisor/coordenador pedagógico
       Orientadores e supervisores, com a autoridade que sua competência técnica lhes deve outorgar, terão função básica, mobilizar os professores para a reflexão coletiva sobre grandes questões da educação e para as específicas da escola, de sua prática pedagógica. É da reflexão coletiva sobre a prática pedagógica que surgirão alternativas de solução para os problemas da escola. É da discussão política da prática pedagógica que se definirão as metodologias mais adequadas, as técnicas mais pertinentes, os materiais mais significativos, os conteúdos indispensáveis.”(GARCIA, 1984, p.55)
       ESTRATEGIADE AÇÃO
       Pesquisar as dificuldades de aprendizagens dos alunos, com o próprio aluno, professores e pais;
       Traçar planos de pais e professores atuando como mediador;
       Orientar e assessorar o professor e pais na intervenção pedagógica deste aluno;
       Proporcionar projetos aos alunos valorizando seus potenciais;
       Respeitar o ritmo e as potencialidades dos alunos;

       Proporcionar projetos educativos de apoio para as crianças com problemas de aprendizagem;
       Organizar espaços de formação continuada para os professores discutirem e estudarem sobre a construção do conhecimento e problemas de aprendizagem;
       Encaminhar alunos para especialistas quando escola não tiver mais respaldo para lidar com problemas como: fala, audição,visuais, emocionais, neurológicos, psiquiátricos etc.


Diagnóstico Psicopedagógico

Seja Bem vindo, não esqueça de comentar no final.
O que é o Diagnóstico Psicopedagógico?




O diagnóstico psicopedagógico é, sem dúvida o ponto de partida para uma tentativa de compreensão das dificuldades de aprendizagem.
A tarefa diagnóstica, tanto em nível institucional quanto clínico, é, indispensável ao psicopedagogo, pois o auxiliará na tomada de decisões. Constitui, na verdade, um processo, um contínuo sempre revisável, pois a investigação das causas das dificuldades prossegue durante todo o trabalho de intervenção.
A realização do diagnóstico varia entre os profissionais, dependendo da postura teórica da cada um.
Para a realização do diagnóstico psicopedagógico o profissional, de um modo geral, desenvolve as seguintes atividades:
- anamnese( reconstrução da história de vida da criança);
- análise do material escolar desde a pré- escola;
- contato com a escola( direto ou através de questionário);
- observação do desempenho em situação de aprendizagem;
- aplicação de testes psicopedagógicos específicos;
- solicitação de exames complementares( psicológicos, neurológicos, oftalmológico, audiométrico, etc.) dependendo do caso.
O conhecimento da etiologia é fundamental, não somente para  determinação de prioridades de tratamento e para a escolha de metodologias específicas, mas, especialmente, para o planejamento de soluções preventivas e/ou de caráter social mais amplo.( Kiguel,1990). By Lully.
fonte:http://aprendizagemafetiva.blogspot.com.br/2012/10/o-diagnostico-psicopedagogico.html

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Diagnóstico Psicopedagógico Clínico



Michele May¹
O diagnóstico psicopedagógico busca identificar as causas do sintoma da não-aprendizagem e seu significado; reconstruir a história pessoal do sujeito, identificando possíveis fraturas do desenvolvimento; identifica a modalidade de aprendizagem do sujeito nos níveis epistêmico e do desejo; realiza o diagnóstico operatório e representações conceituais através do jogo e da representação simbólica.
O diagnóstico contempla as seguintes fases: motivo da consulta (enquadre com a família); enquadre com o paciente e sessão lúdica; hora do jogo; história vital; visita à escola para entrevista com a professora; provas projetivas de Jorge Visca, provas operatórias de Jean Piaget, avaliação corporal, jogo; avaliação da lecto-escrita e  avaliação matemática (intercalando as sessões e fazendo uso de diferentes instrumentos); devolução para o paciente; devolução para a família; devolução para a escola. Lembro que não existe uma sequência fixa para os passos do diagnóstico, tudo vai depender do vínculo e das necessidades do paciente. Entretanto, é importante lembrar que deve-se analisar os dados coletados e considerá-los sempre contextualizados, nunca de maneira isolada.
Após a conclusão do diagnóstico psicopedagógico, é criado o plano de intervenção, que é a organização da ação e de um espaço que favoreça a reconstrução dos aspectos cognitivos do sujeito e de seu vínculo com a aprendizagem, através da brincadeira, do jogo, do desenho e da busca prazerosa pelo aprender.
REFERÊNCIAS E SUGESTÕES:
FERNÁNDEZ, Alicia. A inteligência aprisionada: abordagem psicopedagógica clínica da criança e sua família. Porto Alegre, RS: Artes Médicas, 1991.
__________________. Os idiomas do aprendente: análise das modalidades ensinantes com famílias, escolas e meios de comunicação. Porto Alegre, RS: Artmed, 2001.
PAÍN, Sara. A Funçao da ignorância. Porto Alegre, RS: Artes Médicas, 1991.
_________. Subjetividade e objetividade: relações entre desejo e conhecimento. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009
WADSWORTH, Barry J. Inteligência e afetividade da criança na teoria de Piaget: fundamentos do construtivismo. 5. ed., rev. São Paulo, SP: Pioneira, 2000.
 
PRIMEIRA SESSÃO DIAGNÓSTICA
Autora: Ana Michelle da R.C. Moura
O primeiro encontro sempre gera ansiedade em ambas as partes, terapeuta e paciente (família). A definição da forma da primeira entrevista vai depender do primeiro contato com a queixa que geralmente é feita por telefone.
A primeira entrevista deves ser feita com os pais caso o paciente:
« Já teve ou tem tratamento com outros profissionais como psicólogo, neurologista, fonoaudiólogo, psiquiatra, etc.
« Quando há duvida sobre diagnóstico anterior;
« Quando há discordância entre pais e escolas;
« Quando pais separados estão em atrito;
« Desvio muito grande entre idade cronológica e idade escolar;
Entrevista Familiar Exploratória Situacional – EFES é uma entrevista realizada com a criança e a família pode ser realizada primeiramente objetivando compreender:
« A queixa nas dimensões familiares;
« As relações e expectativas familiares com relação à aprendizagem e terapeuta;
« A aceitação e engajamento da família no diagnóstico;
« Realização do contrato;
« Esclarecer o que é um diagnóstico psicopedagógico;
« Criação de um clima de segurança.
É muito importante o registro fiel dessa entrevista, pois ao longo do processo diagnóstico fatos omitidos ou esquecidos podem ser acrescentados posteriormente o que modificara também a construção de hipóteses que variam ao longo do processo diagnóstico. Os dados colhidos na EFES devem ser comparados com os materiais colhidos durante o diagnóstico.
A presença doa pais na primeira entrevista juntamente com a criança somado a um ambiente atrativo (lúdico) facilitará o retorno da criança ao terapeuta contribuindo para que ela fique a sós com o mesmo.
É importante que a primeira entrevista com adolescente eja junto com os pais pois isso permitirá que o mesmo exponha sua dificuldade em nível de igualdade com os pais e terapeuta. A presença do terapeuta possibilita autonomia ao adolescente. Em alguns casos não se torna necessário dar continuidade ao diagnóstico, pois nessa entrevista pais e adolescente entram em consenso para a solução da queixa.
A EFES e desnecessária em alguns casos quando o paciente que procura o atendimento é um adolescente ou adulto. Com adolescentes, após a conversa inicial o terapeuta deve lançar desafios se ele não se dispuser a conversar espontaneamente, mas se o paciente é colaborador deixa em aberto algumas atividades com a utilização de jogos, sem forçar a sua participação. Nunca se deve propor problemas matemáticos o tarefas escolares, pois o que levou o paciente procurar a terapia foi uma dificuldade escolar e ele não vai querer deixar evidente o seu “ponto fraco”.

Outro tipo de entrevista que pode ser utilizada na primeira sessão diagnóstica é a Entrevista Centrada na Aprendizagem – EOCA. As propostas da EOCA variam de acordo com a idade e escolaridade do paciente. Os materiais utilizados para criança são: folhas de papel tipo oficio, papel paltado, folhas coloridas, lápis preto novo sem ponta, apontador, borracha, régua, caneta esferográfica, tesoura, cola, pedaços de papel lustroso, livros, revistas.



Deve-se deixar a criança produzir livremente durante essa sessão. É necessário observar três aspectos: a temática, a dinâmica e o produto feito pelo paciente, e partindo dessas observações constrói-se o primeiro sistema de hipóteses para continuar o diagnostico.
Para o adolescente a cessão é semelhante a da situação anterior, basta somente adequar às atividades ao nível de desenvolvimento cognitivo formal.
Além da EFES e EOCA existem outras opções para a realização da primeira sessão diagnóstica podemos citar:
« Entrevistas de motivo de consulta
« Entrevista de anamnese
« Entrevista Familiar DIFAJ (Alicia Fernandez)

O importante é obter informações que auxiliem na compreensão do paciente cógnita, afetivo-social, e pedagogicamente. Para a construção de hipóteses que nortearão a seqüência diagnostica e as instrumentos a serem usados.

REFERÊCIA:
WEISS, Maria Lúcia Lemme. Psicopedagogia Clínica – Uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 13 ed. Ver. E aml: RJ Lamparina.2003.

A HORA DO JOGO DIAGNÓSTICA
A hora do jogo diagnóstica é um instrumento utilizado no processo psicodiagnóstico que objetiva conhecer a realidade do paciente quando este é uma criança. Pois a atividade lúdica é para a criança um meio de comunicação semelhante à expressão verbal nos adultos.
Existe uma diferença entre a hora do jogo diagnóstica e a hora do jogo terapêutica. A diagnóstica tem começo, desenvolvimento e fim em si mesmo, objetivando conhecer o problema e suas possíveis causas. A terapêutica é contínua e existem modificações estruturais advindas da intervenção do terapeuta.
A hora do jogo diagnóstica é precedida das entrevistas realizadas com os pais e no primeiro contato com a criança e preciso dar instruções da sessão de forma clara.
Cada hora do jogo diagnóstica é uma experiência nova que deve ser realizado em um ambiente espaçoso, que possibilite uma boa movimentação, deve ter pouca mobília e de preferência com piso e paredes laváveis. Deve ser permitida a brincadeira com água e materiais diversos. Esses materias podem estar em cima de uma mesa e parte dentro de uma caixa aberta, não devem estar organizados em agrupamentos de classes. Os brinquedos não devem ser escolhidos aleatoriamente, mas em função das respostas específicas que provocam. Outro ponto importante é a quantidade que não deve ser exagerada.
Os materiais devem ser de qualidade para evitar estragos. Deve se evitar também os que possam colocar em risco a integridade física do psicólogo e paciente.
Quando a criança entra no consultório deve ser instruída de forma clara a respeito dos papeis, do tempo, do material que pode ser usado e sobre os objetivos esperados.
O psicólogo deve desempenhar um papel passivo. Caso a criança solicite a sua participação ele deve desempenhar um papel complementar. É importante o estabelecimento de limites caso o paciente fuja as instruções dadas ou se coloque em perigo.
O psicopedagogo deve proporcionar condições para que a criança brinque da forma mais espontânea possível. O objetivo é observar, compreendendo e cooperando com a criança.
Para a análise da hora do jogo diagnóstica não existe uma padronização, mas pautas oferecidas com critérios sistematizados e coerentes que orientam a análise. Devem-se considerar os indicadores mais importantes para o diagnóstico e prognóstico, por exemplo:

  1. Escolha de brinquedos e de brincadeiras: O tipo de brinquedo escolhido, o tipo de jogo, se tem começo, meio e fim, se é organizado e coerente e se corresponde ao estágio de desenvolvimento cognitivo em que a criança se encontra.
  2. Modalidade das brincadeiras: cada sujeito organiza a sua maneira de brincar de acordo com a modalidade que o seu ego escolhe para essa manifestação simbólica. Destaca-se entre as modalidades de brincadeiras a plasticidade, rigidez e estereotipia e perseverança.
  3. Personificação: é a capacidade que a criança tem de assumir e atribuir papeis de forma dramática. Essa capacidade deve ser analisada levando em consideração a forma de personificação própria a cada estágio de desenvolvimento cognitivo, lembrando que a passagem de um período para o outro não se realiza de forma linear nem brusca, mas com sucessivas progressões e regressões.
  4. Motricidade: observa-se a adequação motora da criança na etapa de evolução que atravessa focando nos indicadores de deslocamento geográfico, possibilidade de encaixe, preensão e manejo, alternância de membros, lateralidade, movimentos voluntários e involuntários, movimentos bizarros, ritmo de movimento, hipersinesia, hipocinesia e ductibilidade.
  5. Criatividade: Observar a capacidade de unir ou relacionar elementos em um novo e diferente.
  6. Tolerância à frustração. Como a criança reage em tolerar ou se frustrar em determinados momentos.
  7. Capacidade simbólica: podemos avaliar a riqueza expressiva, a capacidade intelectual e a qualidade do conflito.
  8. Adequação a realidade: devemos observar como a criança age em ter que se desprender da mãe. Se age de acordo com sua idade, como compreende e aceita as instruções. Deve-se observar a aceitação ou não do enquadramento espaço-temporal e a possibilidade de se colocar em seu papel e aceitar o papel do outro.
O brincar da criança psicóticaA criança necessita de adequação a realidade por falta de discernimento da realidade como se apresenta. Escolhe os brinquedos e brincadeiras com base em sua estrutura psicótica. No psicótico, significante e significado são a mesma coisa, sua brincadeiras são estereotipadas ou rígidas. Possui movimentos bizarros e desrelacionadas ao contexto. Não existe capacidade de imaginação, mas fantasias. Os seus personagens são cruéis e com grande carga de onipotência e sua tolerância à frustração é mínima.

O brincar da criança neuróticaA criança neurótica tem uma adequação parcial à realidade e escolhe seus brinquedos e brincadeiras pela sua área de conflito. A capacidade de criatividade é diminuída dependendo do seu grau de síntese egoítica, brinca com personagens mais próximos a realidade, mas com rigidez na atribuição de papeis sua modalidade de brincadeira se alterna em função das defesas do ego predominantes. Sua motricidade é variável.

O brincar da criança normalA criança normal tem uma boa capacidade de se adaptar a realidade e escolhe suas brincadeiras de acordo com as funções e interesses de sua idade, expressa suas fantasias através de uma atividade simbólica com maior riqueza. Possui uma motricidade adequada ao seu desenvolvimento cognitivo. A criança dá livre curso à fantasia, atribuindo e assumindo diferentes papeis na situação de vínculo com o psicólogo aumentando assim a capacidade de comunicação.

Referência:

SIQUEIRA, de Ocampo Maria Luísa (orgs) “Processo psicodiagnóstico e as técnicas projetivas”. 9ª Ed. São Paulo. Martins Fontes. 1999(Psicologia e Pedagogia)

ROTEIRO  para avaliação e diagnóstico psicopedagógico
1)   Entrevista inicial ( Sara Paim- Motivo da Consulta – slides) – SAMPAIO – CHAMAT) - Slides
2)   Hora do jogo – Sara Paim (slides), CHAMAT – Alícia Fernandes
3)   Sessão EOCA com o sujeito ( Entrevista Centrada na Aprendizagem) – modalidade diferenciada da hora do jogo – slides SAMPAIO -  CHAMAT
4)   Provas Projetivas ( ver slides  e ver nos livros JORGE VISCA,  SAMPAIO E CHAMAT)
4.1 Pareja Educativa
4.2 Par Educativo Familiar
4.3 Desenho da família
4.4 Desenho da figura humana
4.5 Desenho Livre
4.6 O “Eu ideal e real”
4.7 Situação agradável e desagradável
       5) Provas Operatórias ( Piaget) - SAMPAIO
              5.1Pequenos conjuntos discretos de elementos
              5.2 Superfície
              5.3 Líquido
              5.4 Matéria
              5.5 Peso
              5.6 Volume
              5.7 Comprimento
              5.8 Seleção e classificação
      6) História Vital ( Sara Paim, SAMPAIO, CHAMAT)
      7) Provas pedagógicas – outros testes – SAMPAIO
             7.1 Caderno
             7.2 Leitura silenciosa e oral
             7.3 Escrita – atividades com pequenos textos
             7.4 Cálculo
             7.5 Sequência lógica
             7.6 Consciência fonológica ( Sônia Moojen)
       8) OBSERVAÇÃO NA ESCOLA – Eulália BASSEDAS
       9) CORPO – SAMPAIO e todo material da outra disciplina que tiveram sobre o corpo.
            8.1 Coordenação motora fina; viso-motora; lateralidade
            8.2 Esquema corporal
            8.3 Orientação temporal
            8.4 Orientação espacial
       9) JOGOS-  LINO DE MACEDO ( slides) e TÂNA MARA GRASSI ( oficinas psicopedagógicas)
     10) DSM-IV para avaliar TDAH – SAMPAIO – Luís Augusto Rohde Atenção Hiperatividade. O que é? Como ajudar? Artmed
     11) Devolução oral e escrita – ver em SAMPAIO
REFERÊNCIAS:
BASSEDAS, Eulália. Intervenção educativa e diagnóstico psicopedagógico. Porto Alegre: Artmed, 2000.
 CHAMAT, Técnicas de diagnóstico psicopedagógico: o diagnóstico clínico. na abordagem interacionista. São Paulo: Vetor, 2004.
GRASSI, Tânia Mara. Oficinas psicopedagógicas. Curitiba: IBPEX, 2008.
MACEDO, Lino. Quatro cores, senha e dominó. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997.
PAIM, Sara. Diagnóstico dos problemas de aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 1992
ROHDE, Luís A. Transtorno de déficit de atenção, hiperatividade: o que é, como ajudar? Porto Alegre: Artmed, 1999.
SAMPAIO, , Simaia. Manual  prático do diagnóstico psicopedagógico clínico. Rio de Janeiro: WAK, 2010.
VISCA, Jorge. Técnicas Projetivas.
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A Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA) é um instrumento inspirado na psicologia social de Pichon-Rivière, nos postulados da psicanálise e no método clínico da escola de Genebra foi idealizado por Jorge Visca e é um instrumento de uso simples que avalia em uma entrevista a aprendizagem. (BOSSA, 2007.p.46)
Uma forma de primeira sessão diagnóstica é proposta por Jorge Visca (1987, p. 72) através da Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem – EOCA, ao dizer:

“Em todo momento, a intenção é permitir ao sujeito construir a entrevista de maneira espontânea, porém dirigida de forma experimental. Interessa observar seus conhecimentos, atitudes, destrezas, mecanismos de defesas, ansiedades, áreas expressão da conduta, níveis de operatividade, mobilidade horizontal e vertical etc”. (Weiss apud Visca, 2007, p. 57).

As propostas a serem feitas na E.O.C.A, assim como o material a ser usado, vão variar de acordo com a idade e a escolaridade do paciente. O material comumente usado para criança é composto numa caixa a onde o paciente encontrará vários objetos, sendo alguns deles relacionados à aprendizagem, tais como, cola, tesoura, papel sulfite branco e colorido, papel crepom e seda, coleção, cola colorida, livros de leituras, revistas para recorte e colagem e diversos outros materiais.
O objetivo da caixa é dar ao paciente a oportunidade de explorá-la enquanto o psicopedagogo o observa, nesse momento serão observados alguns aspectos da criança como: a sua reação, organização, apropriação, imaginação, criatividade, preparação, regras utilizadas, etc.
De um modo geral, usam-se propostas do tipo: “Gostaria que você me mostrasse o que sabe fazer, o que lhe ensinaram e o que você aprendeu”, “Esse material é para que você o use como quiser”, “Você já me mostrou como lê e desenha, agora eu gostaria que você me mostrasse outra coisa”.
Durante a realização da sessão, é necessário observar três aspectos:
  • A temática, que envolverá o significado do conteúdo das atividades em seu aspecto manifesto e late
  • A dinâmica, que é expressa através da postura corporal, gestos, tom de voz, modo de sentar, e manipular os objetos etc.;
  • O produto feito pelo paciente, que será a escrita, o desenho, as contas, a leitura etc., permitindo assim uma primeira avaliação do nível pedagógico.
    A partir da análise desses três aspectos, o autor propõe que se trace o primeiro sistema de hipóteses para continuação do diagnóstico.

REFERÊCIA:WEISS, Maria Lúcia Lemme. Psicopedagogia Clínica – Uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 13 ed. Ver. E aml: RJ Lamparina.2003.

MODELO 
EOCA - ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM
Nome:___________________________________________________________________
Idade____________________________________________________________________
Gostaria que você mostrasse o que sabe fazer, o que te ensinaram e o que aprendeu...
Escolaridade do aluno: ______________________________________________________
Alguma repetência? ( ) sim ( ) não Qual?__________________________________
Disciplina favorita? _________________________________________________________
Por quê ?_________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Desde quando?____________________________________________________________
Disciplina de que não gosta?_________________________________________________
Por quê?_________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Desde quando?____________________________________________________________
Disciplina(s) indiferente(s)____________________________________________________
Sempre foram essas? ( ) sim ( ) não
Por quê?_________________________________________________________________
O que deseja fazer quando crescer?___________________________________________
Por quê?_________________________________________________________________
________________________________________________________________________
Como foi sua entrada na escola atual?__________________________________________
_________________________________________________________________________
Teve outras? ( ) sim ( ) não Como foi?_____________________________________
_________________________________________________________________________
Você sabe por que está aqui comigo hoje? ( ) sim ( ) não
O que achou da idéia?______________________________________________________
Você quer estar aqui ou veio porque sua mãe, o colégio ou o seu professor o obrigou?
_________________________________________________________________________
Eles têm razão? ( ) sim ( ) não
Se pudesse e tivesse que fazer algo para um aluno que se parecesse com você em sala
de aula, o que aconselharia, a fazerem:
Aos pais:_________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Aos professores:___________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Você gosta de:
Use este material, se precisar para mostrar-me o que você sabe a respeito do que sabe
fazer, do que lhe ensinaram e o que aprendeu. Desenhe, escreva, faça alguma coisa que
lhe venha à cabeça.
ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO
Marque as questões observadas
Em relação à temática:
( ) fala muito durante todo o tempo da sessão
( ) fala pouco durante todo o tempo da sessão
( ) verbaliza bem as palavras
( ) expressa com facilidade
( ) apresenta dificuldades para se expressar verbalmente
( ) fala de suas idéias, vontades e desejos
( ) mostra-se retraído para se expor
( ) sua fala tem lógica e sequência de fatos
( ) parece viver num mundo de fantasias
( ) tem consciência do que é real e do que é imaginário
( ) conversa com o terapeuta sem constrangimento
Observação:
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Em relação à dinâmica (consiste em tudo que o cliente faz)
( ) o tom de voz é baixo
( ) o tom de voz é alto
( ) sabe usar o tom de voz adequadamente
( ) gesticula muito para falar
( ) não consegue ficar assentado
( ) tem atenção e concentração
( ) anda o tempo todo
( ) muda de lugar e troca de materiais constantemente
( ) pensa antes de criar ou montar algo
( ) apresenta baixa tolerância à frustração
( ) diante de dificuldades desiste fácil
( ) tem persistência e paciência
( ) realiza as atividades com capricho
( ) possui hábitos de higiene e zelo com os materiais
( ) sabe usar os materiais disponíveis, conhece a utilidade de cada um
( ) ao pegar os materiais, devolve no lugar depois de usá-los
( ) não guarda o material que usou
( ) apresenta iniciativa
( ) ocupa todo o espaço disponível
( ) possui boa postura corporal
( ) deixa cair objetos que pega
( ) faz brincadeiras simbólicas
( ) expressa sentimentos nas brincadeiras
( ) leitura adequada à escolaridade
( ) interpretação de texto adequada à escolaridade faz cálculos
( ) escrita adequada à escolar
Observação:
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
Em relação ao produto (é o que o sujeito deixa registrado no papel)
( ) desenha e depois escreve
( ) escreve primeiro e depois desenha
( ) apresenta os seus desenhos com forma e compreensão
( ) não consegue contar ou falar sobre os seus desenhos e escrita
( ) se nega a descrever sua produção para o terapeuta
( ) sente prazer ao terminar sua atividade e mostrar
( ) demonstra insatisfação com os seus feitos
( ) sente-se capaz para executar o que foi proposto
( ) sente-se incapaz para executar o que foi proposto
( ) os desenhos estão no nível da idade do entrevistado
( ) prefere matérias que lhe possibilite construir, montar criar’
( ) fica preso no papel e lápis
( ) executa a atividade com tranqüilidade
( ) demonstra agressividade de alguma forma em seus desenhos e suas criações
ou no comportamento
( ) é criativo(a)
Observação:
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________
EOCA - ENTREVISTA OPERATIVA CENTRADA NA APRENDIZAGEM
Conclusão:
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DATA
ASSINATURA DO PSICOPEDAGOGO
MODELO Nº 02
EOCA ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO
NOME:__________________________________________________DATA:__________
Marque as questões observadas em relação à temática:
( ) fala muito durante todo o tempo da sessão
( ) fala pouco durante todo o tempo da sessão
( ) verbaliza bem as palavras
( ) expressa com facilidade
( ) apresenta dificuldades para se expressar verbalmente
( ) fala de suas idéias, vontades e desejos
( ) mostra-se retraído para se expor
( ) sua fala tem lógica e sequência de fatos
( ) parece viver num mundo de fantasias
( ) tem consciência do que é real e do que é imaginário
( ) conversa com o terapeuta sem constrangimento
Observação:
Em relação à dinâmica(consiste em tudo que o cliente faz)
( ) o tom de voz é baixo
( ) o tom de voz é alto
( ) sabe usar o tom de voz adequadamente
( ) gesticula muito para falar
( ) não consegue ficar assentado
( ) tem atenção e concentração
( ) anda o tempo todo
( ) muda de lugar e troca de materiais constantemente
( ) pensa antes de criar ou montar algo
( ) apresenta baixa tolerância à frustração
( ) diante de dificuldades desiste fácil
( ) tem persistência e paciência
( ) realiza as atividades com capricho
( ) mostra-se desorganizado e descuidado
( ) possui hábitos de higiene e zelo com os materiais
( ) sabe usar os materiais disponíveis, conhece a utilidade de cada um
( ) ao pegar os materiais, devolve no lugar depois de usá-los
( ) não guarda o material que usou
( ) apresenta iniciativa
( ) ocupa todo o espaço disponível
( ) possui boa postura corporal
( ) deixa cair objetos que pega
( ) faz brincadeiras simbólicas
( ) expressa sentimentos nas brincadeiras
( ) leitura adequada à escolaridade
( ) interpretação de texto adequada à escolaridade faz cálculos
( ) escrita adequada à escolar
Observação:
Em relação ao produto(é o que o sujeito deixa registrado no papel)
( ) desenha e depois escreve
( ) escreve primeiro e depois desenha
( ) apresenta os seus desenhos com forma e compreensão
( ) não consegue contar ou falar sobre os seus desenhos e escrita
( ) se nega a descrever sua produção para o terapeuta
( ) sente prazer ao terminar sua atividade e mostrar
( ) demonstra insatisfação com os seus feitos
( ) sente-se capaz para executar o que foi proposto
( ) sente-se incapaz para executar o que foi proposto
( ) os desenhos estão no nível da idade do entrevistado
( ) prefere matérias que lhe possibilite construir, montar criar’
( ) fica preso no papel e lápis
( ) executa a atividade com tranqüilidade
( ) demonstra agressividade de alguma forma em seus desenhos e suas criações
ou no comportamento
( ) é criativo(a)
Observação:_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Conclusão:___________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________






Provas Projetivas
Autora Ana Michelle da R.C.Moura.

Os testes projetivos são instrumentos utilizados com a finalidade de proporcionar um meio concreto para que as crianças projetem conteúdos que estão presentes em seu inconsciente. Com objetivo de identificar a modalidade de aprendizagem do paciente e é isso que difere os testes projetivos utilizados pelos psicopedagogos dos usados por psicólogos e psiquiatras, pois esses objetivam investigar a personalidade do paciente.

A utilização dos testes projetivos não dá conta de identificar a modalidade de aprendizagem ou os problemas que impedem que essa aconteça, mas ajuda no levantamento de hipóteses que unidas aos outros conjuntos de hipóteses formados ao longo do processo avaliativo poderão esclarecer as dificuldades apresentadas pelo paciente. “Nos testes projetivos estarão sendo analisado não o produto final, mas também o processo, a maneira como aconteceu esta produção”. (ANDRADE, 1998, p.77)

Apesar do interesse do teste projetivo ser a identificação da dificuldade de aprendizagem, o mesmo, se utiliza de diversos temas (Família, escola, figura humana, etc.), pois são vários os fatores que podem interferir na aprendizagem e temos o dever de analisar esse fator, que pode ser de cunho emocional, sócio-cultural, financeiro, metodológico, cognitivo, psicomotor ou neurológico. Nesse trabalho utilizamos dois testes projetivos: O Par Educativo e o da Família Prospectiva.

O teste do Par Educativo tem o objetivo de obter informações a respeito do vínculo estabelecido em relação à aprendizagem, como foi internalizado por ele o processo de aprender e como percebe aquele que ensina e o que aprende. Os dados obtidos darão condições para elaboração de hipóteses a respeito da visão do paciente de si, dos professores, de seus companheiros de classe e até mesmo da instituição educativa. Quanto ao aspecto estritamente pedagógico podemos avaliar o nível de redação, ortografia, criatividade literária, etc. Esse teste consiste em instruir o paciente para que desenhe duas pessoas: “uma que ensina e outra que aprende”. Também solicitamos ao paciente que conte ou escreva uma história relacionada ao desenho.

O teste da Família tem o objetivo de avaliar como se dá o relacionamento da família como um todo e também em suas diferentes partes. É necessário deixar claro que antes de se realizar esse teste é preciso investigar qual a visão que o paciente tem de família e como se encontra sua família, pois sabemos que nos dias atuais são muitas as variações sofridas pelas famílias que outrora eram formadas por Pai, mãe e filhos, hoje sabemos que podem ser formadas por avós, mãe e filhos; ou por Mãe e filhos; por filhos de pais separados que casaram com um novo cônjuge e assim por diante. Todas essas relações devem ser conhecidas e esclarecidas para evitar distorções na análise do teste. O procedimento do teste é o seguinte: É solicitado ao paciente que desenhe uma família e não a sua família, dessa forma liberamos o paciente tanto no nível inconsciente quanto no nível crítico para falar de sua família que pode ser representada como é na realidade ou como o paciente a idealiza. Posteriormente pedimos que de nomes a cada um dos indivíduos representados no desenho e que conte uma história sobre essa família.

Referências Bibliográficas:

ANDRADE, Marcia Siqueira de. Psicopedagogia Clínica: Manual de Aplicação Prática para Diagnóstico de Disturbio de Aprendizado. Ed. Póllus Editorial. São Paulo:1998.


BOSSA, Nádia H; OLIVEIRA, Vera Barros(orgs.) Avaliação psicopedagógica do adolescente. RJ: Vozes,1998.

Modelo Simplificado de Entrevista com o Paciente
Essa entrevista deve servir como norte de questionamentos. Não prescisa ser fechada somente a esses questionamentos, de acordo com o andamento da entrevista deve se acrescentar novas perguntas para esclarecer algum ponto que ficou obscuro, duvidoso ou implícito.
ENTREVISTA COM O SUJEITO
APRESENTAÇÃO
Nome:
Idade:
Escola:
Série:
  1. O que mais gosta de fazer na escola?
  2. O que não gosta?
  3. Você gosta de estudar? Acha que os estudos são importantes? Por quê?
  4. Você gosta de seus professores?
  5. Quando você não entende uma explicação o que você faz?
  6. Onde você senta na classe? Onde gostaria de sentar?
  7. Com quem brinca na escola?
  8. Você faz as atividades de casa? Onde você faz?Quem ajuda a realizá-la?
  9. Quais atividades escolares você acha mais difícil?
  10. Quais atividades que você mais gosta de fazer?
  11. Como é o comportamento dos alunos da sua sala?
  12. O que você faz quando não está na escola?
  13. O que você acha da sua escola?
  14. Você se considera um bom aluno?
  15. Você acha que tem alguma dificuldade em aprender?
  16. Como é a sua família?Onde mora?Com quem mora?
  17. Como você é tratado por seus pais?Pela mãe? Pelo pai? Pelos irmãos?
  18. Você tem contato com seus avós, tios, primos?
  19. Você gosta de ler?
  20. O que você quer ser quando crescer?
Obrigado pela sua presença, deixe um recadinho.

Provas operatórias
Conheça os material usados nas provas operatórias e suas modificações para aqueles que estão iniciando na psicopedagogia.
1. PROVAS DE CONSERVAÇÃO:

1.1. Conservação da quantidade de matéria
1.2. Conservação de quantidade de líquidos
1.3. Conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos
1.4. Conservação de superfície
1.5. Conservação de volume
1.6. Conservação de peso
1.7 Conservação de comprimento


2. PROVAS DE CLASSIFICAÇÃO:
2.1. Mudança de critério - Dicotomia
2.2. Quantificação de Inclusão de classes
2.3. Intersecção de classes


3. SERIAÇÃO3.1. Seriação de palitos


4. PROVAS OPERATÓRIAS PARA O PENSAMENTO FORMAL4.1. Combinação de fichas
4.2. Permutação de fichas
4.3. Predição


Faça download de figuras e materiais clicando na imagem abaixo:
Bibliografia:
VISCA, Jorge. El diagnostico operatorio em la practica psicopedagogica. Buenos Aires, Ag.Serv,G,. 1995.
O informe psicopedagógico
O laudo ou informe tem como finalidade resumir as conclusões a que se chegou na busca de resposta às perguntas iniciais que motivaram o diagnóstico. Esse documento deve ser entregue apenas a instituição(escola, Hospital...) que solicitou o diagnótico, não sendo necessário a entrega para os pais, a estes devemos apenas realizar a entrevista devolutiva de forma verbal.

MODELO

I- Dados pessoais:Nome
Data de nascimento
Idade (na avaliação)
Escola
Série

II- Motivo da avaliação – encaminhamento:Queixa na visão da escola e da família, caracterizar o encaminhamento.

III- Período de avaliação e números de sessões:Delimitar a época do ano letivo, extensão da avaliação, interrupções ocorridas e causas.

IV- Instrumentos utilizados:Relatar os diferentes tipos de sessões utilizadas (lúdica, anamnese, EOCA), testes e seus objetivos.

V- Análise dos resultados nas diferentes áreas:Pedagógica (leitura, escrita, cálculo), cognitiva, afetivo-social, corporal.

VI- Síntese dos resultados – hipótese diagnóstica:Faz-se uma síntese do que foi analisado no item V, estabelecendo-se a relação entre as diferentes áreas em função do motivo da avaliação. Visão global do paciente ante a questão da aprendizagem.

VII- Prognóstico:
Hipótese final sobre o estado futuro do paciente em relação ao momento do diagnóstico.

VIII- Recomendações e indicações:
Síntese das orientações dadas aos pais e à escola.

MODELO DE LAUDO PSICOPEDAGÓGICO
CRIADO POR :Raquel Romano
Original em : http://fazendoclinicas.blogspot.com.br/2012_04_01_archive.html
                     Muitos estudantes perguntam e colegas debatem sobre o laudo Psicopedagógico. Em minha experiência aprendi que alguns aspectos são importantes, outros são específicos do caso. Veja um laudo escrito por mim em 2010.
                  Costumo me referir ao laudo como uma "fotografia" do momento pelo qual o sujeito aprendente está passando.
Informe Psicopedagógico
I) Dados de identificação
Nome:V.
Idade: 12 anos e 6 meses
Sexo: Feminino
Escolaridade: 4ª série do Ensino Fundamental de 8 anos
Data da avaliação: ----/11/2009 a ----/01/2010
           
 II) Motivo da Procura
            A mãe da adolescente V. procurou a AvaliaçãoPsicopedagógica devido a percepção de algumas dificuldades encontradas pela mesma durante sua escolaridade, pricipalmente no que diz respeito a falta de atenção e interesse pelos estudos. V. demonstra ainda, de acordo com a mãe, uma lentidão para aprender.
Técnicas e estratégias utilizadas:
·         Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem,
·         Provas Pedagógicas,
·         Provas Piagetianas,
·         Provas Projetivas Psicopedagógicas,
·         Atividades lúdicas,
·         Análise do Material Escolar,
·         Anamnese.
III) Imagem do sujeito
            A dificuldade de V. foi percebida no início de sua alfabetização. No seu primeiro ano escolar formal já foi pontuado à família a suposta dificuldade e desde então vem sendo investigada pela mesma em diferentes especialistas.  Num primeiro momento, essa dificuldade era mais pontual no processo de aprendizagem da leitura e da escrita e poderá estar associado a essa dificuldade inicial o fato da cliente começar a falar aos 3 anos e meio e somente após entrar na escola de Educação Infantil. Atualmente a dificuldade relatada pela mãe é mais global, atingindo diferentes áreas do conhecimento.
V. fez outras diferentes avaliações entre 2006 e 2008. Incluindo: neuropsicológica, neuropediatrica, oftalmológica, psicológica e psicopedagógica, nesta ordem. Iniciou intervenção com o método PEI em meados de 2007.
            Neste processo de avaliação chegou ao consultório muito solicita e colaborou, fazendo prontamente o que lhe era pedido. Apesar de muitas vezes precisar de um estímulo para começar e/ou terminar as atividades propostas, perdendo facilmente a atenção, não depositando assim toda a energia necessária para produzir adequadamente.
Na maioria das propostas demorou para começar, tendo como consequência uma demora maior do que a esperada para terminar. Dispersou-se com facilidade e sua atenção concentrada não foi o suficiente para uma produção de qualidade.  Muitas vezes precisou de intervenção e respondeu muito bem diante de estímulos positivos.
            Afetivamente mostra um bom vínculo com a aprendizagem assistemática, interessa-se por aprender coisas diferentes, utiliza da criatividade e de iniciativa para resolver problemas cotidianos. Sente prazer em produzir e orgulha-se de suas produções. Mas esses sentimentos positivos são observados em situações onde os objetos de conhecimento não estão organizados de uma forma acadêmica.
            Os vínculos demonstrados com a aprendizagem sistemática (escolar) são negativos,  deposita no outro (professor) o conhecimento e a capacidade de aprender, afastando de si o saber. Sente-se inferiorizada, inapta para produzir de acordo com aquilo que lhe é requerido na escola.
            As provas piagetianas tem como objetivo indicar  o grau de aquisição de algumas noções importantes para o desenvolvimento cognitivo, determinando o nível de pensamento alcançado e ainda o nível de estrutura com que opera. Vitória deveria estar no último nível de desenvolvimento cognitivo, ou seja, no pensamento formal hipotético-dedudivo. Essa última etapa inicia-se na adolescência e é um alçar vôo ao pensamento, onde deveria ser capaz de resolver problemas através de diferentes situações, levantando hipóteses e formulando um pensamento na qual se expõe o que se pretende provar, estabelecer além de discutir com precisão, objetividade, sistematização, organização e flexibilidade de pensamento. Mas Vitória se encontra na fase anterior, a operatória concreta com resquícios da fase pré-operatória. 
            A fase operatória concreta tem como característica a capacidade de solucionar um problema proposto através da ação mental e a fase pré-operatória a resolução de problemas se dá através da ação física. V., em alguns momento, utiliza a operação mental e em outros precisa do material concreto para resolver os vários problemas propostos.
Diferentes provas foram aplicadas em V., começando com as apropriadas para a faixa etária cronológica, as quais não se saiu bem. Retomando cada uma das dimensões cognitivas (conservação, classificação e seriação) pode-se notar que em diferentes situações ela consegue ter sucesso quando incentivada através de estímulos positivos e mediações como a repetição da pergunta e indicativos de caminhos mentais para operar.
Os conteúdos escolares investigados foram lógica, cálculo mental, sistema de numeração decimal, algoritmo das operações, resolução de problemas, produção escrita e leitura e interpretação.  Um indicativo que se repete em todos os conteúdos é o tempo utilizado pela Vitória para começar a tarefa e terminá-la além da necessidade de constante intervenção para que consiga executar as atividades propostas.
Em diferentes situações ela se mostrou desmotivada, dispersava-se com facilidade e precisava de orientação diretiva do que e como fazer.
Em lógica teve a necessidade de repetir várias vezes o mesmo movimento do jogo para compreender e ao perder desistiu de tentar. Lê e escreve corretamente números com cinco algarismos sendo as três primeiras casas (dezena de milhar, unidade de milhar e centena) ocupadas por números maiores que 0, já em números  com as casas das dezenas e centenas ocupadas por zero não acertou. Possui poucos esquemas para calcular mentalmente, o que dificulta na execução dos algoritmos matemáticos básicos (adição, subtração, multiplicação e divisão), disse não saber resolver divisões com dois algarismos no divisor. Quando questionada como resolveu cada uma das propostas descreveu suas ações, após questionada sobre cada movimento, antes disso relatou não saber explicar o que fez.
Em linguagem, leu um texto que trouxe sobre um filme e um jogo de computador. Mesmo tendo lido mais de uma vez, ao questionada equivocou-se com os dados do texto (que era informativo). Já com o texto narrativo conseguiu estabelecer relações, compreender o sentido global do mesmo, entender a seqüência temporal linear, separar fatos principais e secundários porém não estabeleceu relação de casualidade entre os fatos. Todas as questões foram colocadas para ela de forma oral.
Sua leitura oral é pontuada corretamente, com entonação adequada, com algumas omissões de pontuação o que acarreta junção de frases. Sem deslocamento de letras, sílabas, palavras ou frases.
Quando solicitada para produzir um texto escrito, demora consideravelmente para iniciá-lo, apaga-o e ao final produz somente um parágrafo, com erros ortográficos, gramaticais e de coerência anteriores a sua escolaridade. Ao ser comparado com suas produções da escola pode-se notar que as da última são melhor elaboradas.
V. apresenta características de déficit de atenção interdependente de questões afetivas e cognitivas. Ninguém pode aprender mais do que sua estrutura cognoscente permite, tampouco consegue avançar em suas aprendizagens com os vínculos afetivos inadequados.
             
IV) Indicações:
- Atendimento Psicológico familiar,
- Atendimento Psicopedagógico,
- Avaliação neurológica.
V) Prognóstico:
            Sabemos que entre as indicações ideais e as possibilidades reais há uma diferença. Diferença esta que deve ser levada em conta em respeito a família envolvida. Todas as indicações são importantes porém  a família deverá ter persistência a partir da escolha feita, poupando V. de mais avaliações desnecessárias e oferecendo a ela o melhor suporte possível.
_________________________
Raquel Romano de Lima
Pedagoga/Psicopedagoga

Este blogue foi criado 
Testes - Psicopedagogicos

Estilo de aprendizagem
Perfil apresentado pelo aluno
Aluno(a)_____________________________________________________Idade:_________ Data de Nascimento_____/_____/______  
Série: _________  Escola: _____________________
Nome do professor:_______________função: _______________________
Os fatores que influenciaram o processo de ensino e aprendizagem
1. As condições físicas e ambientais em que trabalhar é mais confortavelmente.              
                                     (Localização do aluno em sala de aula)
(  ) somente isolado.
(  ) do lado dos colegas  / companheiros.
2. Preferencia a determinados grupos:
(  )ndividua
(  ) em pequenos grupo
(  ) em grandes grupos movimentados
Áreas, conteúdos, atividades, que está mais interessado, se sente mais confortável e tem mais segurança:
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Nota: Como é sua atenção...  está distraído
* Incentivos para dispersar a sua atenção:
* Momentos específicos do dia, que é mais atento:
(  ) inicio das aulas (primeiras horas de aula)
(  ) mais para o final das aulas (últimas horas)
(  ) Depois do recreio / lanche
Quanto tempo pode se concentrar em uma única atividade? _____________________________
De maneira podemos captar melhor sua atenção?_____________________________________
Como, geralmente, você melhora  a sua atenção ?____________________________________
5. As estratégias utilizadas para resolver tarefas:
(  ) constante
(  ) inconstante  
(  ) Trata de compreender
(  ) Trata de memorizar
(  ) Tente entender e memorizar.
(  ) É competitivo e cooperativo
(  ) É competitivo e não  coopera
(  ) Ritmo adequado de trabalho
(  ) Mantém um ritmo lento
Atitudes durante a execução do trabalho
(  ) faz contribuições pessoais e interpretações textuais
(  ) tem facilidade de implementação sem apresentar muitas dificuldades
(  ) tem hábitos básicos de leitura
(  ) falta de hábitos básicos para a leitura
(  ) aborda os conteúdos passo a  passo
(  ) abordo conteúdos de forma global
(  ) nem mesmo começar o trabalho
(  ) se concentra em trechos concretos
(  ) se centra em aspectos gerias
(  ) foca fatos isolados .
(  ) foca sobre os aspectos gerais
(  ) termina as tarefas sozinho
(  ) termina com ajuda
(  ) termina com um certo tipo de ajuda, tais como: _____________________________________
_____________________________________________________________________________
(  ) Organiza suas tarefas
( ) Necessita de ajuda para estruturar
(  ) termina me tempo hábil
( )  se atrasa com freqüência  
RECURSOS UTILIZADOS:
Pede ajuda para colegas e/ou professores
(  ) colegas       (  ) professores   (  ) nunca pede
Materiais que mais gosta de usar
(  ) livros   (  ) computadores (notebook) (  ) gravadores  (  ) cadernos para anotação
ESTRATÉGIAS DE RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Usa com mais freqüência
(  ) Por ensaio e erro até concluir
(  ) Dividindo as tarefas (pelas mais fáceis ou mais difíceis)
TIPO DE TRABALHO PREFERIDO
( ) Aqueles que se deve fazer sozinho ou realizar uma única tarefa para concluir (um único comando).
(  ) As que precisam observar e anotar  
( ) As que precisam pensar, imaginar e representar as coisas
Método preferido de resposta
Quando demonstrar que sabe
(  ) Oral (prefere dizer, expor, explicar, responder o que sabe.)
(  ) Escrita (prefero escrever, anotar,fazer relatórios).
(  ) Manipulador  (prefiro escrever para desenhar, construir, fabricar, manipular).
(  ) Outros. Especifique quais: _____________________________________________________
_____________________________________________________________________________
Atitudes diante das dificuldades ou tarefas difíceis.
(  ) realiza com prazer
(  ) Desanima e abandona
(  ) Rejeita
(  ) Bloqueia e não faz nada
(  ) Se mostra agressivo
Os tipos mais comuns de dificuldades
(  ) Não compreende e assimila conceitos
Estratégicas  
(  ) Não consegue  prever o tempo que vai gastar
(  ) Consegue planejar o tempo e passo a passo o seu tempo
(  ) Não segue os passos planejados.
(  ) Não revisa o resultado alcançado  
(  ) Nenhum em particular.
7. Motivação:
- Pessoal
(  ) Aprovação  dos familiares e  reconhecimento da escola
- Social
(  ) Precisa do reconhecimento explícito dos outros
- Materiais
(  ) Prêmios, brindes, atividades de interesse, etc.
Outros: _______________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
Sucesso e fracasso na escola
- Internas:
(  )  atribuída à sua capacidade e esforço próprio
- Externas:
(  ) O atribui se a tarefa é fácil ou difícil, ao professor  que é "bom" / "ruim")...
DIANTE DAS DIFICULDADES:
(  ) acha que pode mudar a situação sozinho
(  ) sente que precisa pedir ajuda.
(  ) Nunca pede ajuda.
Faz o trabalho para:
(  ) satisfazer o professor ou pai.
(  ) para os outros o reconhecer como capaz
(  ) para aprender
Auto-conceito
Valoriza a si mesmo
(  ) Pouco (  ) regular (  ) Bastante (  ) Muito  
Com relação à família
(  ) Pouco (  ) regular (  ) Bastante (  ) Muito  
Interesses do aluno
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Relações em sala de aula (interação observada)
(  )  Relaciona-se com um grupo pequeno.
(  ) Oferecer ajuda aos outros.
(  ) O grupo tem uma tendência a protegê-lo.
(  ) Respeitar contribuições dos outros.
(  ) gosta de contar suas experiências.
(  ) Mostra-se reservado
(  ) É dependente do professor
(  ) Não interrompe o trabalho do professor.
(  )Que gosto de chamar a atenção do professor.
(  ) É aceito pelos seus pares.
(  )  É rejeitado pela classe.
(  ) Manter interações positivas com os pares.
(  ) Tende a permanecer isolados na sala de aula.
(  ) Comportamento problemático em sala de aula.
Outras condições:
O contexto familiar:
- De que forma incentivam:
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
- Quais aspectos difíceis de lidar:  
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
O contexto escolar:
- De que forma incentivam:
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
- Quais aspectos difíceis de lidar:  
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
            
Conclusão
Perfil apresentado pelo aluno:
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
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Data: ___ / ____ / _____
Assinatura: ____________________________
Alterações, adequações e tradução (Carla Silva)
INVESTIGAÇÃO DA LATERALIDADE
Atividades observatórias com a Mão
DIREITA
ESQUERDA
1. Enrolar e desenrolar um carretel


2. Escrever números


3. Cortar com a tesoura


4. Jogar uma bola com a mão


5. Jogo de pesca


6. Dar corda num relógio


7. Desenhar um círculo


8. Desenhar um triângulo


9. Escrever o pré nome


10. Escovar os dentes


11. Apagar com a borracha o papel


12. Beber água num copo


13. Folhear o livro


14. Martelar pinos


15. Apontar um lápis


16. Apontar com um dedo alguma coisa


17. Fazer traços curtos e longos numa folha em branco


18. Girar um pião


19. Acenar adeus


20. Apertar uma bola de espuma


21. Tirar uma carta do baralho


22. Fazer bolinhas de papel


23. Colorir / pintar


24. Quicar uma bola


25. Perfurar um papel


26. Pedir que cruze os braços. Qual a mão que ficou em cima?


27. Levante um braço


28. A mão que escora a cabeça quando relaxada ou distraída


29. Passar batom e/ou pentear os cabelos


30. Enfiar a mão num saco surpresa


                         Conclusão:   mão dominante __________________________
Atividades observatórias com o olho
DIREITA
ESQUERDA
1. Colocar um cone ou um tubo num dos olhos


2. Colocar um cone num dos olhos e procurar um inseto ou formiga


3. Colocar uma placa com um orifício no meio e segurar com os braços esticados. Aproximar o orifício de um olho.


4. Atividade co pontaria, fechando um olho depois o outro


5. Observar num buraco da fechadura


6. Pedir que feche um olho. Qual ficou aberto?


                        Conclusão:   olho dominante _______________________

Atividades observatórias com o 
DIREITA
ESQUERDA
1. Pedir que chute uma bola grande


2. Pedir que chute uma bola pequena


3. Pedir que pule de um pé só


4. Pedir que pare com pé só


5. Jogar um pé para frente


6. Pular para frente com um pé só


7. Pular para trás com um pé só


8. Equilibrar-se num pé em cima de um obstáculo


9. Pedir que sente e estique uma pé à frente


                          Conclusão:      pé dominante _______________________
Atividades observatórias com o polegar
DIREITA
ESQUERDA
1. Fazer pressão na mesa com um polegar


2. Bater palmas entrelaçando os dedos (polegar dominante é o que ficar por cima)


3. Flexionar e relaxar o polegar (um de cada vez) Qual foi mai fácil?


                         Conclusão:      pé dominante _______________________
Atividades observatórias com o ouvido/orelha
DIREITA
ESQUERDA
1. Atender o telefone diversas vezes, observando o ouvido preferido


2. colocar algo com ruído dentro de uma caixa e pedir que encoste um dos ouvidos e ouça  (alunos com DPAC)


3. Pedir que coloque o fone de ouvido apenas um ouvido


                    Conclusão:      orelha/ouvido dominante _______________________

Roteiro para a análise do comportamento durante as sessões psicopedagógicas 

Aproximação
Bom – logo teve iniciativa
Dubitativa ( pegar e largar o material sem planejamento)
Não houve – a criança se concentrou em um único material
Organização
Boa
Material e Nível de desenvolvimento
Não montou estratégia
Plasticidade
Normal
Rigidez
Não
Estereotipia
Não
MOTRICIDADE
Adequação
Boa
Deslocamento geográfico
A criança permaneceu sentada
Preensão e manejo
Segurou os objetos normalmente
Coordenação das mãos
Realiza atividades normais com as duas mãos.
Lateralidade
Normal
Movimentos Involuntários
Ás vezes, com a cabeça baixa.
Movimentos bizarros (Gentil)
Não percebido
Ritmo do movimento
Lento para recorte e ao folhear a revista, rápido para escrever e desenhar.
Hipercinesia
Não houve
Hipocinesia
Foi percebido no momento do recorte
Ductibilidade
Normal
Criatividade
Pouca
Tolerância à frustração
Pouca
Seu mundo
( ) Externo (x) Interno
Reação
Às vezes demonstrava cansaço.

RESUMO DE DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO
SLIDE 02
Slide 02-A
Slide 02-B
Slide 02-C
SLIDE 03
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SLIDE 07

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SLIDE 11

SLIDE 12

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SLIDE 14

SLIDE 15

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 http://www.grupopsicopedagogiando.blogspot.com.br/p/blog-page_8104.html
MINHA AMIGA E COORDENADORA  JOSSANDRA
 

Caixa de Areia com Miniaturas na Avaliação e Intervenção Psicopedagógica





A intervenção psicopedagógico tem por objetivo encontrar caminhos que permita a superação das dificuldades de aprendizagem, esses caminhos devem ser percorridos de forma que provoque no indivíduo o prazer de aprender a aprender.
Alicerçados na “Epistemologia Convergente de Jorge Visca” o objetivo mobiliza o aprendiz a utilizar processos meta¬-cognitivos que propiciarão transformações no processo aprendizagem.
A caixa de areia com miniaturas pode ser usada como ferramenta para diagnosticar como também na intervenção permitindo ao aprendiz construir o mundo imaginário e em correlação com o seu mundo real apresentar diferentes contextos observáveis aos olhos do psicopedagogo que deve ser nesse momento um observador acompanhando um pouco afastado e registrando as ações vivenciadas pelo aprendiz, intervindo apenas quando solicitado e essa deve ser o mais sucinta possível.
A intervenção de pesquisa deve ocorrer ao termino da construção da cena, que deve ser de domínio cognitivo, afetivo e funcional e concluindo com a construção de uma história que tem o psicopedagogo como escriba.
E uma técnica que utiliza caixa de areia e miniaturas de objetos, animais, seres diversos, pessoas, transportes, entre outros com os quais permite ao aprendiz criar e recriar histórias em diferentes cenários. 

Posso concluir que a caixa de areia e miniaturas é um rico material para intervenção ao aluno com dificuldades de aprendizagem, e também ajuda acalmar e enriquecer o cabedal teórico do aprendiz, proporcionado prazer de aprender através do lúdico. 
Jogo de areia e miniaturas o prazer da construção das cenas... Superando dificuldades. 
O aprendiz é convidado a escolher as miniaturas e construir uma cena na caixa de areia ao o psicopedagogo deve observar todos os passos do aprendiz durante a construção quando este terminar o cenário faz-se as intervenções e as interpretações do que fora construído, fazendo as ligações entre os cenários e os relatos do aprendiz sobre a cena, suas ações, escolha das miniaturas... Com os fatos reais da vida do sujeito. Lembrando que sua avaliação deve estar em consonância com seus objetivos quando proposto as atividades.
Aprendizagem humana está relacionada à educação e desenvolvimento pessoal. Deve ser devidamente orientada e é favorecida quando o indivíduo está motivado. O estudo da aprendizagem utiliza os conhecimentos e teorias da neuropsicológica, psicologia, educação e pedagogia.

O psicopedagogo deve oferecer ferramentas para ajudar o aprendiz a superar suas dificuldades de aprendizagem.
O jogo de areia e miniaturas pode ser uma ferramenta utilizada na avaliação diagnóstica quanto na intervenção psicopedagógica ou como material disparador no processo de superação das dificuldades de aprendizagem.

Gracilene Vasconcelos
Algumas cenas construídas por meus aprendizes:






























PROJETO OFICINA JOGO DE AREIA E MINIATURAS A LUZ DO OLHAR PSICOPEDAGÓGICO.



PROJETO OFICINA JOGO DE AREIA E MINIATURAS A LUZ DO OLHAR PSICOPEDAGÓGICO.


Foto

POR: Gracilene Vasconcelos.
Pedagoga pós-graduada em planejamento e gestão Escolar, Psicopedagoga Clínica e institucional, participação em diferentes Cursos de extensão: Diagnóstico Operatório em lá Prática Psicopedagógica no centro de estudo Jorge Visca (Argentina), Curso Avaliação Psicopedagógico ministrado por Simaia Sampaio e outros...

Objetivo: Proporcionar aos psicopedagogos e estudantes na área clínica e institucional, conhecer o universo da caixa de areia e as miniaturas. Através de estudos teóricos e práticas, investigar, analisar como é utilizando a caixa de areia e as miniaturas na avaliação, intervenção ou como material disparador de aprendizagem dentro do contexto clínico e institucional. (A luz da Epistemologia Convergente Jorge Visca).
Público alvo: Psicopedagogos e estudantes de psicopedagogia.

Os interessados em organizar esta oficina em sua Cidade entrem em contato para maiores detalhes: prof_gracilene@hotmail.com


Visitem:http://www.facebook.com/groups/jogodeareiaeminiaturas/


**JOGO DE AREIA E MINIATURAS**
O jogo de areia e as miniaturas é uma atividade lúdica que permite desenvolver e estimular a criatividade, o pensamento, o sentimento da criança, do jovem ou do adulto. Uma atividade de construção e produção de significados. É um instrumento de aprendizagem e os cenários são uma projeção de desejos, pensar, agir, sentir, imaginar e se tornar um sujeito de seu pensamento. O jogo mobiliza o sujeito para um desenvolvimento pessoal, cognitivo e social.
O jogo de areia e as miniaturas é uma atividade lúdica que permite desenvolver e estimular a criatividade, o pensamento, o sentimento da criança, do jovem ou do adulto. Uma atividade de construção e produção de significados. É um instrumento de aprendizagem e os cenários são uma projeção de desejos, pensar, agir, sentir, imaginar e se tornar um sujeito de seu pensamento. O jogo mobiliza o sujeito para um desenvolvimento pessoal, cognitivo e social.

O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e com os humildes.

Cora Coralina
O saber a gente aprende com os mestres e os livros. A sabedoria, se aprende é com a vida e com os humildes.

Cora Coralina

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